Reflexões sobre a história, a ciência, a espiritualidade humana e poesia, que faz bem à alma...
quinta-feira, 14 de março de 2013
... no dia da poesia
I Se te pareço noturna e imperfeita Olha-me de novo. Porque esta noite Olhei-me a mim, como se tu me olhasses. E era como se a água Desejasse Escapar de sua casa que é o rio E deslizando apenas, nem tocar a margem. Te olhei. E há um tempo Entendo que sou terra. Há tanto tempo Espero Que o teu corpo de água mais fraterno Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta Olha-me de novo. Com menos altivez. E mais atento. X Não é apenas um vago, modulado sentimento O que me faz cantar enormemente A memória de nós. É mais. É como um sopro De fogo, é fraterno e leal, é ardoroso É como se a despedida se fizesse o gozo De saber Que há no teu todo e no meu, um espaço Oloroso, onde não vive o adeus. Não é apenas vaidade de querer Que aos cinqüenta Tua alma e teu corpo se enterneçam Da graça, da justeza do poema. É mais. E por isso perdoa todo esse amor de mim E me perdoa de ti a indiferença.
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