terça-feira, 3 de julho de 2012

... partícula de Deus


 Cientistas encontraram uma forte evidência sobre a “partícula de Deus”

            Segundo fontes midiáticas, os físicos do Laboratório Nacional Acelerador Fermi, vinculado ao Departamento de Energia dos Estados Unidos, declararam que encontraram a mais forte evidência, até o momento, da existência de um corpo subatômico conhecido como "partícula de Deus", ou bóson de Higgs. A descoberta é resultado de pesquisas com subprodutos da colisão de partículas no acelerador Tevatron. Como tudo na ciência, o achado precisa de provas “cientificamente comprováveis” que o autentiquem e validem como verdade científica. Amanhã, físicos do CERN, laboratório acelerador de partículas da Suíça, deverão também anunciar o resultado de suas pesquisas.
            O bóson de Higgs é uma partícula elementar surgida logo após ao Big Bang de escala maciça hipotética predita para validar o modelo padrão atual de partícula. É a única partícula do modelo padrão que ainda não foi observada, mas representa a chave para explicar a origem da massa das outras partículas elementares. Todas as partículas conhecidas e previstas são divididas em duas classes: férmions (partículas com spin da metade de um número ímpar) e bósons (partículas com spin inteiro). As massas da partícula elementar e as diferenças entre o eletromagnetismo (causado pelo fóton) e a força fraca (causada pelos bósons de W e de Z), são críticas em muitos aspectos da estrutura da matéria microscópica e macroscópica. Assim, se ela realmente existir, o bóson de Higgs terá um efeito enorme na compreensão do mundo a nossa volta, como querem nos fazer crer a comunidade científica e o poder vigente.
            A “partícula de Deus” como é chamada hoje já foi tema de pesquisa dos cientistas de outras épocas e muitas vezes mencionada pelos alquimistas e magos de outrora. Os espíritas atuais chamam de “fluido cósmico” e no século XIX muitos pesquisadores chamavam de "fluido universal" como nesse documento.

Revista Esphynge
Agosto 1899 – no. 2
Parte Philosophica e scientifica
O FLUIDO UNIVERSAL
(RESUMIDO DO PAIZ)
Rychnowski, sabio director do Instituto Mecânico da cidade de Lemberg (Gallicia), mandou, em Maio de 1896, á Academis de Sciencias de Vienna, a primeira communicação de uma descoberta sua, a que deo o nome de Fluido Universal ou Electroide.
O apparelho gerador do electroide ou fluido universal é simplesmente uma caixinha de pao, toda fechada, apenas com um tubosinho ou chaminé, em cima ou de lado, de ponta afunilada, e que serve para dar sahida a vontade do experimentador, ao fluido nella contido. Esta ligada a um apparelho hermetico que, por combinação de reativos chimicos, lhe fornece o electroide. Essa nova energia, de que a sciencia vae dispor, tem sertas propriedades da electricidade. Dir-se-hia que os reativos chimicos decompõem, izolam electricamente o hydrogenio que não é corpo simples.
Nas experiencias  a que se procederam ante uma commissão de especialistas, composta de professores da Eschola Superior Technica e da Real Eschola Superior, de Lemberg, foram observados diversos phenomenos.
PHENOMENOS LUMINOSOS
a) – Aposento em trevas ou illuminado por luzes vermelha – Jorra o fluido pelo bico da caxinha, forma fora um invertido cone de luz azulada ou roxo clara, imagem cujo vertice toca o bico do tubo. NA base do cone a luz transforma-se em nevoa, inunda gradulamente o recinto em obscuridade, e gradualmente se vae depositando por cima de todos os objectos, moveis, etc, até que, no fim de certo tempo, longo relativamente, os torna visiveis, os destaca por luminosidade. O aposento illuminou-se; tudo nelle é vizivel.
Relembra essa nevoa o OD de Reichenbach e tambem as formas luminosas das sessões espiritas, principalmente as azuladas, em cujo amago se formam e destacam as apparições de formas humanas, modernamente chamadas materialisações de espiritos. Com effeito, todos os sabios, que têm visto e estudado semelhante phenomeno e (hoje são elles uma legião) descrevem a nevoa que o precede, e que é, por assim dizer, o seo involucro, tal qual se aprezenta a nevoa do fluido universal de Rychnowsky – Zöllner, Bodisco, W.Crookes, Wallace, Aksakoff, Baraduc, etc., etc., são todos accordes neste ponto.
b) – Experiencias com os tubos de Gleissler – Ia. Exerce sobre elles a mesma influencia que a electricidade. Approximados do cone luminoso, illuminam-se de luz phosphorescente, matizada de roxo-desmaiado ou verde-claro.Tal côr se converte em intenso azul violaceo, no nivel da primeira cintura dos tubos, isso mesmo a um metro de distancia do bico emissor do fluido.
2ª. Illuminado assim um tubo de Geissler, todos os outros que forem approximados delle tambem se illuminam, uma vez que as pontas estejam na mesma linha do primeiro. O vacuo destes tubos é meio de primeira ordem para a propagação do fluido universal; este, ao contrario da electricidade, tem no vidro o seo melhor conductor.
c) – Experiencia com globos de vidro – Io. Qualquer globo de vidro luminoso, como por exemplo, os da illuminação electrica por incandescencia, tambem se illumina como os tubos geisslerianos, mas com esta differença: - porque taes globos são muito maiores, muito mais vivo é o phenomeno, e a luz se manifesta por turbilhões azulados, como nuvens, especie de fumaça azulada.
2º. Um globo de vidro, vazio, posto dentro de um vazo de vidro, aberto, e de antemão cheio de fluido universal, - fica logo luminoso. A inversa não dá o mesmo resultado.
3º. Qualquer lampada grande, do tamanho das empregadas por Tesla, chegada perto da torneira, illuminam-se da mesma luz que ha pouco nos referimos, azulada e diffuza, semelhante a do dia.
Provam todas estas experiencias que o fluido de Rychnowski atravessa o vidro.
Já Mesmer tinha observado que o fluido magnetico (magnetismo animal) tambem atravessava o vidro. Dado lhe o nome de fluido humano, Baraduc confirmou essas observações. É sabido que as irradiações electricas hertzianas atravessam os corpos isoladores da electricidade. Assim, com mais razão ainda, essa propriedade deve ser apanagio do fluido universal.
Se este encontra, porém, grandes obstaculos, vidros muito grossos, por exemplo, ou se está em estado de repouso, tende então a condensar-se em globulos brancos, luminosos. As irradiações do fluido universal são reflectidas por uma chapa polida, de conformidade com as leis communs da optica. É branca a luz reflectida e forma no ponto de incidencia uma especie de estrella flammejante, ou então de flor, cercada de globulos brilhantes, que se condensam na extremidade das irradiações ou petalas. Essas irradiações aprezentam ás vezes uma ou mais caudas, cousa que lhes dá  o aspecto de cometas.
d) – Effeitos photo-chimicos – Io. A luz do fluido universal actua energicamente, e sem auxilio de nenhum apparelho, sobre qualquer chapa photographica.
Uma chapa, exposta directamente e por muito tempo á emissão do fluido, se torna luminosa, e se reveste de uma camada de orvalho resplandescente: mergulhada na agoa, esse orvalho se desprende e sobrenada.
2º. – O fluido  diluido perde a luminosidade. Entretanto, ainda assim, com elle se reunem e photographan os raios inviziveis, emittidos pelos objectos.
Dahi resultam mais uma vez as affinidades que ha entre o OD e o fluido universal de Rychnowski.
3º. – As partes osseas, internas, já são photographadas pelo fluido universal, exactamente como o seriam pelos raios X.
Rychnowski espera conseguir, pela illuminação interna produzida pelo fluido universala supressão da opacidade.
e) – Phenomenos mechanicos – Io. Em torno de um eixo fico, um corpo movel gyra, bola de vidro, de ambar, etc., exposto na distancia de alguns centimetros ao fluido universal, conduzido por um tubo de  borracha.
2º. – Expostos ao fluido, dous aneis concentricos tambem gyram, mas um para a direita e outro para a esquerda.
3º. – Uma bola de vidro, enfiada num eixo fixo, simultaneamente se illumina e gyra; enfiado um anel no mesmo eixo, gyrou em torno da bola, em sentido contrariio á rotação della; uma segunda bola de vidro, enfiada, gyrou em torno do anel, no sentido da rotação da primeira.
Tudo isso fez lembrar os movimentos de Saturno, de seos aneis e satellites.
4º. – Duas bolas de celluloide num prato de metal, com um furo em bico, no centro. Passando o fluido elo bico furado, pozeram-se as duas bolas a gyrar, a primeira em torno do bico, ou eixo e a outra ao redor da primeira.
5º. – Livremente suspenso e movel, exposto ao fluido, tende um balão de vidro a duplo movimento um de rotação sobre si mesmo, e outro de translação elliptica ao redor do ponto de dahida do fluido.
Accresce que electroidizado (quer dizer: - exposto ao fluido universal ou electroide), todo e qualquer balão atrahe os outros balões, pertubando-lhes assim as orbitas ellipticas.

P.S: Mantive a grafia de época, pois como historiadora, procuro interferir o menos possível na fonte pesquisada.

            O “acelerador de partículas” do XIX, descrito nesse texto, parece mais uma engenhoca saída de uma das obras de Julio Verne, é verdade. Mas o que chama a atenção é que a busca de uma comprovação científica da existência de Deus faz parte da preocupação existencial humana desde que o homem se aventura no mundo da investigação. Temo que o poder dessa descoberta caia em mãos erradas, assim como aconteceu com as descobertas de Marie Curie e a criação da bomba. Que fará a humanidade com a posse da matéria de criação divina? Criará anjos ou demônios?!

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